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Rolling Stone Music & Run

10.11.2015

 

 

Desde que comecei o blog, estabeleci como meta pessoal selecionar corridas de rua diferentes para participar, pra variar um pouco a experiência e ter histórias pra contar. Fiquei sabendo da corrida da revista Rolling Stone em setembro, pela Ana, amiga também pousoalegrense, que também estudou em São Carlos, também Promoniana, também alumni da AIESEC e... corredora! Quando ela me contou, a corrida pareceu cumprir o quesito de ser diferente das provas que eu já tinha participado e entrou pra minha wish list.
O propósito da Rolling Stone Music & Run, como o próprio nome já diz, é unir música (rock) e corrida. Pra isso, o Memorial da América Latina foi fechado para um show antes e um depois da prova, que tinha percursos de 5km ou 10km ao redor do Memorial, no sábado à noite. Era uma corrida disfarçada de balada, ou uma balada disfarçada de corrida, com um detalhe importantíssimo: FOI OPEN BAR (depois da prova, tá?). Se existe uma frase com três palavras capaz de me deixar muito, mas muito feliz, é essa: "É OPEN BAR". "Como você emagreceu" também serve! :)
Me inscrevi só na última semana porque apesar da corrida ter me chamado bastante a atenção, a organização não parecia ser lá das melhores. Dentre as atrações dos shows, gosto mas não sou a maior fã de Beatles (prefiro Molejo! just kidding) e a banda do início era Beatles cover, e devo conhecer umas 4 músicas do Ultrage a Rigor, que tocou depois da prova. Mas sou atlética, quer dizer, eclética, então assistiria os shows pra correr numa boa. Havia boatos de que a cerveja do open bar seria Itaipava, o que me desanimou um pouco também. Até que na quarta-feira antes da prova, divulgaram que o open bar seria de Amstel. Meu olho brilhou. Pronto, não tinha mais desculpa. Confirmei com a Ana se ela ainda ia correr pra garantir a companhia, e também tentei convidar alguns amigos JÁ QUE A CORRIDA ERA OPEN BAR. Em vão, o diálogo foi quase sempre assim:

 

Eu: Gente, alguém topa correr uma prova sábado à noite comigo? É uma corrida da revista Rolling Stone.
Amigos: Corrida da revista? Mas a revista não é de música? Sábado à noite? oO
Eu: É, e vai ter show e é OPEN BAR.
Amigos: Como assim open bar? Durante a corrida? Só você mesmo pra achar essas coisas, Van.
Não sei se considero isso um elogio ou uma crítica. Ninguém entendeu nada. E no fim, fui só eu mesmo, e a Ana e os amigos dela também de São Carlos. 

 

Na hora de decidir em qual percurso me inscrever, surgiu o dilema: 5km para chegar antes e beber mais, ou 10km para correr mais e beber menos? No fim, me inscrevi no de 10km mais motivada que nunca a acabar a prova no menor tempo possível. Deu pra perceber que DEFINITIVAMENTE o foco não era a corrida, né?

A entrega dos kits começou na sexta-feira e desagradou muita gente. Primeiro, as filas estavam homéricas. Pessoas ficaram mais de 2 horas na fila para retirar o kit. Segundo, as camisetas acabaram e algumas pessoas mesmo depois de 2 horas de fila, pegaram o kit incompleto e tiveram que voltar no outro dia. Terceiro, o kit estava BEM abaixo das expectativas. Sabe quando você vê uma foto do prato no cardápio do restaurante, pede, espera uma coisa linda, e quando chega... blé. Foi bem assim:

Realidade x Expectativa

 

Eu fui buscar meu kit no sábado à tarde, peguei uns 40 minutos de fila. No lugar da bolsa jeans divulgada, colocaram um saco de TNT silkado. Gente, o metro do TNT é R$ 1,50!!!!! O M-E-T-R-O! E dentro da saco: uma Kaiser com sabor tangerina, a camiseta, uma revista velha e uma pomada de cabelo para homens. Alguém me explica por favor por que diabos alguém coloca uma pomada de cabelo para homens no kit de corrida de uma mulher. Só pra fazer volume né? Bom, de qualquer forma, meu irmão agradeceu =D
Na saída da loja em que os kits foram entregues, uma moça entregava iogurtes gregos para degustação (ou pra amenizar o nervosismo do pessoal). Quando chegou a minha vez...

 

Moça do Iogurte: São quantos kits?
Eu: Um só, peguei só o meu mesmo.
Moça do Iogurte: Tá bom!

 

E ela me entregou DOIS iogurtes e DUAS colheres. Tenho minhas suspeitas de que ela enxergou algum espírito atrás de mim, achou que eu tinha um amigo imaginário, ou qualquer outra coisa pra fazer sentido ela ter perguntado quantos kits eu tinha e não me entregar o mesmo número de iogurtes. Vai ver ela achou que eu tinha cara de viciada em iogurte também. Nunca saberei.

 

Um iogurte pra mim e outro pra você que tá lendo

 

A estrutura montada no Memorial da América Latina estava boa, disso não dá pra reclamar. Muitos banheiros, alguns food trucks, o som com qualidade boa. Chegamos lá por volta das 21h, vimos um pouco do show, e a largada foi às 22h. Vários painéis decorativos da revista pra gente tirar foto...

 

A galera de Sanca :D

 

Ana, eu e a sombra do meu celular na largada :D

 

O percurso teve início na Avenida Pacaembu, depois passava pelo Minhocão e voltava para as redondezas do Memorial. Nos primeiros 3 quilômetros me senti em uma lata de sardinha. Fecharam apenas uma mão da Avenida e não cabia ninguém. Quem queria correr mesmo dominou a parte da avenida que não estava fechada para a corrida, contra o sentido dos carros. E nessa acho que quase fui atropelada umas 3 vezes.

Quando o percurso dos 10km e 5km se dividiu, ficou bem mais tranquilo correr. E aí eu fui que fui. Minha playlist de rock rolando na maior altura me presenteou com algumas músicas bem animadoras nas fases certas, por exemplo, Don't stop me now, do Queen:

Don't stop me now cause I'm having a good time =)


E depois lembro que tocou Robocop Gay do Mamonas, só pra dar uma descontraída ;D
Nunca tinha corrido pelo Minhocão e achei demais. Vi uma placa escrito Arouche e logo lembrei do Sai de Baixo. Foi muito bom ter explorado um percurso que nunca fiz na vida e conhecido um pouco mais dessa cidade que eu moro há quase 4 anos. Em uma certa hora, achei que o cara correndo do meu lado tinha me chamado. Não é muito comum conversar com as pessoas no meio de uma prova, mas vai saber. Virei pra ele e falei:

 

Eu: Oi?
Corredor XPTO: Oi??????
Eu: Desculpa, achei que você tinha me chamado!
Corredor XPTO: Não, não é nada, relaxa, pode continuar a correr.

 

Desembestei na frente de vergonha pra fingir que esse momento não tinha acontecido. Mas depois que a prova acabou, fez sentido o cara ter me chamado, porque provavelmente ele queria me avisar disso:

 

Mais um machucado pra coleção

 

Não, eu não tava na Bravus Race. Passando pelo canteiro da Avenida Pacaembu, devo ter esbarrado em uma planta e fez-se o estrago. É impressionante como eu sempre consigo me machucar.

Lá pelo quilômetro 6 ou 7, ainda no Minhocão, percebi um cheiro diferente, e acho que todo mundo reparou: alguém tava fumando maconha. Tá aí uma coisa que eu não esperava sentir em uma corrida, mas beleza. Eu falo que acontece de tudo nas corridas e ainda tem gente que não acredita.

Os quilômetros foram aumentando e a motivação de acabar a prova para beber cerveja de graça (é, veja bem, eu paguei a inscrição) não poderia ser mais efetiva. Fiz meu melhor tempo em 10km :D O que a cerveja não faz com as pessoas, minha gente!

 

 Os meus recordes não tiveram a menor chance =P

 

Cheguei e peguei minha medalha, bonitinha mas ordinária. A faixa da medalha era simplesmente uma faixa de cetim. UMA FAIXA DE CETIM. Dá pra ver na foto lá em cima. Sabe quanto custa isso? 10 metros = R$ 2,50. Eu faria um kit melhor com 20 reais. Definitivamente, o foco não era a corrida. Encontrei com o pessoal e tomei a tão merecida Amstel :)

O show do Ultrage a Rigor começou e eu só confirmei o que já sabia: não conhecia mesmo quase nenhuma música. E continuo não conhecendo. As garçonetes serviam as cervejas já abertas para que ninguém levasse embora. Tomamos algumas cervejas lá, mas trazendo à tona o espírito universitário-inconsequente-malandro de São Carlos, tentamos pegar cervejas fechadas pra colocar na mochila e levar pra casa. Não é que deu certo?

Saldo positivo

 

Apesar dos pesares, no geral gostei da prova e como sempre, valeu pela companhia e as risadas. Só não sei se iria de novo ano que vem. Quer dizer, dependendo da cerveja...

 

 

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