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Maratona Internacional de SP - Parte II

10.05.2016

Peço desculpas pelo "atraso" na postagem mas a vida tá bem corrida... tum dum tsss. Apesar de terem se passado duas semanas da Maratona Internacional de São Paulo, nunca vai ser tarde pra falar dessas guerreiras que completaram pela primeira vez (ou não) seus 42km! =) Com histórias bem diferentes mas uma parceria incrível durante a prova (reparem nas respostas da pergunta sobre o que foi engraçado na prova, rs! nem foi combinado, juro!) as duas têm muito o que nos ensinar!

 

Com vocês, as Bravas maratonistas: Paulinha e Gi!

 

Ana Paula Cassemiro (Paulinha)

 

 

Vou Corrindo: Há quanto tempo você corre?

Paulinha: 3 anos. 

 

Vou Corrindo: Quando você decidiu correr uma maratona?

Paulinha: Decidi em outubro do ano passado. Mandei o link da abertura da corrida para meu esposo e ele nem pensou duas vezes, se inscreveu! Normalmente quando participamos das corridas, apenas um e inscreve e o outro vai na pipoca como apoio. Então, por isso, não fiz a minha inscrição. Sempre tive coragem desde que comecei a correr. Fazia apenas três meses que tinha entrado nessa vida de corredora e minha primeira prova de rua foi a Meia de SP. Comecei a correr no fim do ano e em fevereiro foi a prova. durante os treinos fiz apenas 3 treinos de 21k... kkk.

 

Vou Corrindo: Como foi sua preparação?

Paulinha: Comecei a preparação no ano passado mesmo, já fazia academia e corria 50 km por semana (10 km todo dia). Decidi mudar e correr 3 vezes por semana: terça e quinta (10km) e sábado fazia longão de no mínimo 20 km. Segundas, quartas e sextas, eu fazia academia. 

 

Vou Corrindo: Foi fácil encaixar a rotina de treinos no seu dia a dia?
Paulinha: Foi fácil encaixar, mas tive que abrir mão de algumas festas e viagens, para poder treinar no fim de semana.

 

Vou Corrindo: O que achou da prova em geral? (Kit? Estrutura? Pontos de apoio? Percurso?)

Paulinha: Achei o kit bom, mas o kit pós prova foi ruim (uma maçã murcha, torrone amassado e barra de cereal). A estrutura foi boa: ruas largas, banheiro com papel, só não gostei das motos de staff que ficaram buzinando e passando entre os corredores. Quanto aos pontos de apoio foi horrível. Serviram águas e isotônico quentes. Gostei do percurso, com poucas subidas e boa parte arborizado. O único problema no percurso foi a distância: teve de 1 a 2 km a mais! Não foram apenas 42,195km, para quem já correu tudo isso, 2km a mais faz toda diferença! 

 

Vou Corrindo: O que foi mais importante pra você durante a prova?

Paulinha: No fim de março senti uma dor muito forte no pé direito durante um treino intenso e também estava com um par de tênis novo. Mesmo assim, faltava 2km para finalizar o treino, quando terminei senti uma dor muito forte ao andar. Durante aquela semana, não treinei mais. No domingo, dia 03/04, corri a Athenas 12k, mas no dia da prova fiz apenas 6km porque ainda sentia muita dor. Depois daquele dia, fui ao médico e ele me pediu uma ressonância. Durante esse período, eu não conseguia dormir direito devido a ansiedade em saber se conseguiria ou não fazer a prova com essa dor no pé. Com isso, meus treinos no mês de abril não foram como imaginei. Ao total, foi dia 06/04 - 6km, 13/04 - 2,8 km, 19/04 - 10km. Fiz apenas esses três treinos antes da maratona e no dia seguinte à maratona, descobri que estava com fratura por stress no pé. Eu não poderia nem ter corrido! Agora vou ficar afastada das corridas entre 1 e 2 meses. O que era mais importante para mim na prova era fazer ela sem parar nenhum momento e sem andar. Graças a Deus consegui.


Vou Corrindo: Qual a maior dificuldade?

Paulinha: A maior dificuldade foi o calor. A dor no pé começou a incomodar no final. Passar pela galera nas 15 milhas chegando na final e ainda ter a metade do caminho para correr, vendo a maioria dos corredores andando, deu uma desanimada. O que me ajudou foi correr com a Gi o tempo todo da prova. No km 36 a Ju veio correndo comigo até o fim, me animando e pegando água para mim nos quilômetros mais difíceis. Sem esse apoio certamente teria tido mais dificuldade.

 

Vou Corrindo: Houve algum momento engraçado?
Paulinha:
Quando eu via corredores fazendo xixi na rua, eu gritava "mijão!!". Um monstro passou por mim gritando "Sorria, um monstro está te ultrapassando" no km 15, e depois do km 25 ele estava andando.(parece que o jogo virou, não é mesmo? haha)
No final do percurso das 15 milhas, estava rolando música, e eu e a Gi corremos fazendo coreografia e cantando. Alguns caras passavam por nós e não acreditavam como tínhamos fôlego para fazer aquilo tudo no km 25.

 

Vou Corrindo: Como foi terminar a prova?

Paulinha: Parece que você foi atropelada por um caminhão. Tudo dói, você sente dores em músculos que você nunca sentiu. Senti dores musculares nas costas inteira e corpo todo. 

 

Vou Corrindo: Alguma dica para quem vai correr sua primeira maratona?

Paulinha: Fui meio doida! Não tinha professor e nem planilha. Eu fazia meus treinos, fiz apenas um longao de 36km. No Carnaval decidi que iria fazer os 42k no parque perto de casa,. Fui lá e fiz... Então já foi a segunda maratona!!! kkkk
Mas dou a dica de treinar longão todo fim de semana para ganhar resistência, também treinar subidas durante os treinos, e fazer no máximo 36km. 

 

Vou Corrindo: Já está planejando a próxima?

Paulinha:  Já planejei! Fiz minha inscrição p Golden, porém com o pé lesionado mudei p 21k porque não vou conseguir treinar o necessário. Quem sabe a maratona de SP do ano que vem...

 

 

Gisele Delgado (Gi)

 

Vou Corrindo: Há quanto tempo você corre?

Gi: Corro desde Agosto de 2013. 

 

Vou Corrindo: Quando você decidiu correr uma maratona?

Gi: Desde que comecei a correr, gosto de corridas de longas distâncias, então vim aumentando ao longo desses 2,5 anos focando nisso. Decidi participar dessa prova quando abriram as inscrições com desconto, em julho do ano passado.

 

Vou Corrindo: Como foi sua preparação?

Gi: Eu treino com com uma assessoria que faz parte de uma academia em Pirituba. - MG (Personal Training). Tenho acompanhamento espetacular do professor Antônio Marcos, que é proprietário e também ultramaratonista. Os treinos foram personalizados de acordo com a minha rotina, que é bem dinâmica. Ele foi me passando treinos, tanto de corrida, quanto de fortalecimento e acompanhando cada etapa, aumentando as distâncias dos treinos aos poucos. Conheci as amigas Bravas nos preparativos da W21k do ano passado e nos tornamos grandes amigas. Empatia imediata. Temos trocado ótimas experiências que me ajudaram muito na preparação.. 

 

Vou Corrindo: Foi fácil encaixar a rotina de treinos no seu dia a dia?
Gi: Foi muito difícil. Trabalho período integral, sou casada, tenho um filho e além disso tenho meus pais idosos e enfermos que me revezo para dar apoio com meu irmão. Meu professor foi ajustando os treinos necessários às minhas necessidades. Hoje eu tenho ainda mais certeza de que quando a gente realmente tem um objetivo, não há justificativas. É possível alcançar suas metas. No meu caso foi superação total.

(Desde a entrevista com a Gi e a publicação do post, a mãe dela faleceu. Aproveito a oportunidade para mais uma vez demonstrar meu apoio e meus sentimentos pela sua perda. Você ganhou mais um anjinho para olhar por você no céu, Gi s2 Você é MUITO guerreira!)

 

Vou Corrindo: O que achou da prova em geral? 

Gi: Gostei do kit, a camiseta de boa qualidade. A estrutura foi boa, com pontos de apoio ótimos, tinha bastante água e isso é importante. A água ficou quente em alguns pontos e os produtos distribuídos, como água de coco e isotônico estavam quentes. Vi muita gente jogando fora, um desperdício. Mesmo com a água quente, como estava muito calor, todos os postos foram muito importantes. Não faltou nem no fim. Gostei do percurso, apesar de ser difícil, com subidas no km 38 que dificultaram. 

 

Vou Corrindo: O que foi mais importante pra você durante a prova?

Gi: Ter todos pontos com água ajudou muito, mesmo quente, pois com tanto sol, nós jogávamos na cabeça e no corpo para refrescar, sem isso ficaria insuportável.


Vou Corrindo: Qual a maior dificuldade?

Gi: As subidas depois dos túneis, aproximadamente no km 38.

 

Vou Corrindo: Houve algum momento engraçado?
Gi:
Ri bastante com minha companheira durante boa parte da prova a Ana Paula Casemiro (Paulinha), dos km 24 até 28. Estavam tocando músicas na chegada das 15 milhas. Os participantes da maratona estavam todos cansados e não entendiam porque eu e a Paulinha estávamos dançando e cantando as músicas no meio da rua. Perguntaram o que a gente tinha tomado pra ficar animada assim! rssss! Nunca vou me esquecer de dançar Largadinho em pleno km 25 da Maratona de São Paulo!!! 

 

Vou Corrindo: Alguma dica para quem vai correr sua primeira maratona?

Gi: Além do cuidado com a saúde e orientação adequada, para a primeira maratona tenha apoio a partir do km 30. O apoio foi importantíssimo e me deu segurança. Tive tanto apoio do professor como das amigas bravas e isso fez toda a diferença pelo incentivo e hidratação.

 

Vou Corrindo: Já está planejando a próxima?

Gi:  Estou inscrita na Asics City Marathon que será em 31 de julho.

 

Meninas, parabéns pela garra e coragem! Fiquei muito feliz em ter conhecido um pouco mais da história de vocês =) Estaremos juntas na Asics City Marathon!! Eu vou de 21km, por enquanto... rs!

 

Aposto que já até deu saudade da prova, então seguem mais algumas fotinhas desse dia inesquecível!

 

 

 

 

 

Você também quer contar a sua história? Entre em contato conosco no Facebook ou por e-mail (voucorrindo@gmail.com). Eu a contarei com o maior prazer! =)

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