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O início na corrida da Denise

19.10.2018

A história emocionante é sobre o início da corrida na vida da Denise, a @denise_batista no Instagram! Ela tem 32 anos e mora em Belo Horizonte - MG.

 

  

"Comecei a correr em 2012 por livre e espontânea pressão do meu esposo. Nos casamos em 2011 e ele já corria há algum tempo. Na época, eu corria apenas para acompanhá-lo e, vou ser bem sincera, não era muito a minha praia. Não sentia aquela "vibe" de endorfina que todo corredor se orgulha em dizer. Por não gostar muito, acabei deixando de lado e com a rotina de trabalho deixei de correr e praticar qualquer outro exercício físico.

Em 2015 decidimos engravidar, tive uma gestação tranquila até o 6º mês, quando minha pressão arterial começou a subir e tanto eu quanto meu filho corríamos risco. Sendo assim, o mais prudente era interromper a gestação. Meu guerreiro, Bento, nasceu prematuro e lutou bravamente durante 3 meses na UTI, mas esse foi o tempo que Deus determinou para que ele ficasse entre nós e veio a falecer antes mesmo de receber alta do hospital.

Posso dizer com toda certeza que foi a pior e maior dor que pude sentir em minha vida. Senti o chão se abrir sob meus pés e tudo que eu queria naquele momento era que aquele abismo me engolisse para que eu não precisasse passar por tanta dor. Minha vontade era apenas comer e dormir... E assim foi durante algumas semanas. Mas no fundo, uma voz, uma força dentro de mim me dizia que não podia e nem devia desistir... que era preciso recomeçar. Além disso, durante o tempo que fiquei com meu filho no hospital e depois de seu falecimento, além da tristeza e da ansiedade, vieram 12 quilos extras. Pensando em uma futura gravidez, comecei a fazer acompanhamento com cardiologista que me diagnosticou pré-hipertensa. Meus exames de colesterol, triglicérides e minha pressão arterial com alteração. Ele recomendou atividade física, melhorar a alimentação e retornar em 3 meses para repetir os exames. Comecei a sair para caminhar e tentar espairecer seguindo a recomendação médica. Resolvi dar uns trotes e me arriscar novamente na corrida. Incentivada pelo marido e por uma colega de trabalho, fiz inscrição para os 5km da etapa Outono da Corrida das Estações.

Passei a treinar 3 vezes por semana para essa corrida (a primeira prova que participei). A corrida aconteceu no dia 13/03, dia que completavam 60 dias do falecimento do meu filho. Até hoje não consigo descrever o que senti naquele dia. Chorei na largada, durante o percurso e principalmente ao cruzar a linha de chegada. Durante os 5km, pensei em caminhar, em desistir, pois o excesso de peso estava cobrando a sua conta...

Chorei por diversas vezes pensando que eu não iria aguentar. A cada minuto me lembrava do Bento, dos momentos que passamos juntos enquanto ele estava entre nós. E sentia uma força indescritível a cada lembrança. Olhava para o céu e imaginava meu menino sentadinho em uma nuvem olhando para mim e dizendo: “força, mamãe!”E assim consegui concluir aquela prova. Quando terminei, me senti mais leve e com o coração mais tranquilo. E assim foi em cada treino, cada prova que participei desde então. Retornei ao médico e todos os exames se normalizaram. Não deu outra, me encontrei no esporte e resolvi me dedicar mesmo. Busquei ajuda de profissionais (educação física e nutricionista) e dos 12kg que ganhei, acabei perdendo 16!

Ganhei disposição e transformei a minha dor em motivação para não parar. De lá para cá, foram inúmeras provas de 5 e 10km e 3 meias Maratonas (a última em POA em junho/2018). Quero fazer uma maratona no ano que vem! Tenho certeza que meu anjinho estará comigo durante os 42km, assim como ele está comigo em todas as corridas, sejam provas ou treinos.Quase 3 anos se passaram e a lição que fica é que não temos controle de nada nessa vida. Que se estamos vivos é a nossa obrigação viver cada instante tentando ser um ser humano melhor. Hoje sou uma pessoa melhor e sei que serei uma mãe melhor e mais saudável para os irmãos do Bento que ainda virão."

 

Linda história, não é? Parabés pela superação, Denise!

 

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