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O importante é ir!

14.11.2018

Essa é a história da Carolina Fruet de Lima, que tem 31 anos. Vocês podem encontrá-la no Instagram como @carolfruet.

 

"Comecei a correr no fim do ano passado, por incentivo da minha grande amiga Karina. 

O ano de 2016 particularmente foi muito difícil para mim e a consequência veio no ano de 2017, quado comecei a ter crises de ansiedade frequentes, que evoluíram para um quadro de depressão profunda.

Durante o processo da doença, que se intensificou nos meses de agosto e setembro,  tive pelo menos 2 quadros de tentativas de suicídio que não chegaram a comprometer minha saúde ou integridade física. Porém, no final de outubro do ano passado, tomei uma dosagem gigante de uma medicação que comprometeu violentamente meu fígado. Passei 10 dias internada, sendo que pelo menos metade deles na UTI. Saí ilesa, meu fígado se recuperou rapidamente e não fiquei com nenhuma sequela por conta do ocorrido. Durante a minha recuperação, minha amiga de faculdade Karina veio me visitar.

Como ela já corre há 4 anos, comentei que o meu psiquiatra tinha me recomendado bastante caminhadas e exercícios físicos e falei, brincando, que iria correr junto com ela. Não deu outra! Ela veio com uma mala cheia de coisas de corrida e não pude escapar. Depois desse dia, a corrida passou a fazer parte da minha vida. Foi um fator determinante para a recuperação da depressão!

Nesse ano, eu e a Karina nos inscrevemos no Circuito das Estações de Curitiba. Já corremos 3 etapas e foi uma maneira de sempre conseguirmos nos encontrar, já que moramos em cidades diferentes.

Não corro rápido, meu pace é lento e não tenho os melhores tênis ainda! A lição mais linda que a corrida me ensinou foi a superação pessoal, o controle dos meus pensamentos e da minha mente, entender que sempre existirão limitações e que elas podem ser superadas. 

Quando estava internada na UTI, pensava muito que sairia daquela situação e contaria a minha história para ajudar outras pessoas com problemas.

Hoje posso ver como a corrida (ou qualquer outro exercício físico) é benéfico para o bem estar mental de qualquer pessoa. Vejo muitas campanhas sobre o suicídio e pouca veiculação da importância da atividade física para pessoas com depressão.

Meus objetivos com a corrida são básicos: melhorar o pace, aumentar a distância, competir em provas de diversas.... Mas o meu maior objetivo atualmente é contar a minha história, mostrar que, por meio da corrida, podemos ter uma vida mais plena, mais saudável e mais feliz! E que não importa a velocidade ou a distância! O importante é ir!"

 

Carol, MUITO OBRIGADA por ter compartilhado sua história conosco e ter chamado a atenção para um ponto muito importante. Depressão é doença e não podemos negligenciá-la, ou não dar a devida importância. O esporte ajuda MUITO SIM!

A você que talvez já tenha se sentido como a Carol, saiba que não está sozinho! Procure ajuda, e experimente correr ou fazer qualquer outro exercício físico para ver como se sente depois. Ah, e me conta depois viu? Vamos conversar!

 

Até a próxima!

 

Se também quer contar a sua história, mande um e-mail para voucorrindo@gmail.com e eu te conto como fazer parte do projeto! ;)

 

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